
Em 20 de junho de 1926, nasceu o poeta paraense Max da Rocha Martins, conhecido simplesmente como Max Martins. A data marca o centenário de um autor cuja obra permanece viva na poesia brasileira. Este sábado, 20, é uma oportunidade para homenagear um mestre das palavras, cujos versos continuam a ressoar entre os leitores. A professora aposentada da UFPA e da Unama, Amarílis Tupiassu, destaca que ler os poemas de Max é a principal forma de reverenciá-lo, já que sua produção literária é rica e atual.
Amarílis ressalta que Max Martins é um poeta de “altíssimo timbre”, capaz de dominar todos os registros verbais. Segundo ela, sua obra abrange desde a poesia concreta até composições que exploram o ritmo e a sonoridade. “Seu discurso poético é sempre moderno e apto a dialogar com qualquer leitor”, afirma a educadora, que também expressa sua gratidão ao poeta, enfatizando a importância de sua obra no cenário literário contemporâneo.
O poeta Vasco Cavalcante compartilha uma relação especial com a obra de Max, lembrando que ele foi seu vizinho no Conjunto Residencial do IAPI. Vasco destaca a admiração que sempre teve por Max e por sua poesia criativa, sendo ele o primeiro a ler seus esboços literários. Além disso, ele menciona a fundação do Grupo Fundo de Gaveta, que reuniu poetas em Belém entre 1981 e 1983, e recorda episódios de sua infância relacionados a Max, revelando como a obra do poeta influenciou sua própria trajetória.
A poetisa Rosângela Darwich também elogia a obra de Max Martins, considerando-a uma das vozes mais importantes da poesia amazônica e brasileira contemporânea. Ela destaca a habilidade de Max em criar uma tensão entre silêncio e palavra, convidando o leitor a participar da construção do sentido em seus textos. Rosângela ressalta que seus poemas possuem grande intensidade estética e exploram a sonoridade e a condensação verbal.
Por sua vez, a bibliotecária Elisangela Costa, chefe da Seção de Obras Raras da Biblioteca Central da UFPA, aponta que a poesia de Max Martins é bem recebida nas bibliotecas. A UFPA tem realizado reedições de sua obra, contribuindo para a disseminação de seus textos em Belém. Entre os exemplares raros disponíveis, destaca-se uma edição de 1952 de “O Estranho: poemas”, o primeiro livro publicado por Max, que foi incentivado por seu amigo Oliveira Bastos a se tornar autor, mesmo enfrentando dificuldades financeiras na época.
Fonte: oliberal.com
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