Trecho do melhor romance de estreia do Prêmio São Paulo de Literatura, 'O Último dos Copistas'

O Último dos Copistas, escrito por Marcélio França Castro e publicado em março pela Companhia das Letras, foi o grande vencedor da categoria de Melhor Romance de Estreia no Prêmio São Paulo de Literatura, entregue na noite desta segunda-feira. Neste romance híbrido que mescla ensaio e literatura, o leitor se depara com a história de Ângelo Vergécio, um copista do século XV cuja caligrafia deu origem à fonte Garamond.
O livro é descrito como uma janela para compreender o contemporâneo. O mineiro Marcélio França Castro, de 30 anos, estreante no gênero de romance, já publicou três livros de contos: A Casa dos Outros, Breve Cartografia de Lugares sem Nenhum Interesse e Histórias Naturais.
Você, que começa agora a seguir estas linhas, que está esticado em um sofá ou sentado à sua mesa de trabalho, ou quem sabe dentro de um ônibus no banco da janela com o braço encolhido para não incomodar o passageiro ao lado, é o leitor assíduo desta revista, ou nem tanto, mas reconhece de longe seu formato extravagante e não dispensa manuseá-la em papel, ou ao contrário, prefere a tela do celular ou a de um computador, mesmo sabendo que os artigos aqui costumam ser extensos e podem cansar a vista.
Você, que às vezes fica indeciso sobre a natureza do que está lendo e se pergunta: afinal, isso é verdade ou invenção, ou apenas uma reportagem esquisita carregada de ambiguidade, e essa dúvida que o instiga ainda mais a continuar a leitura, você que vai aos poucos sendo arrastado por estas palavras e já não se incomoda com o ruído à sua volta, você mesmo sendo um leitor excêntrico ou disperso, mesmo tendo que parar para…
Fonte: oliberal.com
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