
Sean “Diddy” Combs foi transferido para uma Unidade de Alojamento Especial da penitenciária federal de Fort Dix, em Nova Jersey, após denúncias de tratamento diferenciado durante sua detenção. Quatro detentos do mesmo setor relataram à NBC News que o rapper teria desfrutado de uma série de benefícios não disponíveis para os demais presos. Essas alegações levantam questões sobre a equidade dentro do sistema penitenciário.
Os supostos privilégios atribuídos a Diddy incluem serviços realizados por outros presos, como a lavagem de roupas, organização da cama, preparação de refeições e limpeza de banheiros. Além disso, relatos indicam que ele receberia depósitos de pessoas do lado de fora da prisão para compras na cantina. As acusações também incluem o recebimento de massagens, pratos sofisticados, bebidas alcoólicas e medicamentos obtidos de forma irregular.
Dois detentos entrevistados mencionaram que o rapper utilizou um tablet sem as restrições normais, permitindo-lhe assistir a filmes e documentários, incluindo aqueles relacionados ao seu processo judicial. Os relatos também apontam para o uso de um telefone celular clandestino, onde Diddy teria acessado fotos íntimas de uma ex-companheira. A circulação ilegal de celulares e drogas é um problema reconhecido pelas autoridades penitenciárias.
Em resposta às acusações, o Departamento Federal de Prisões dos Estados Unidos não confirmou os relatos específicos sobre Diddy, mas admitiu que a situação é recorrente em suas unidades. Representantes do rapper negaram as alegações, afirmando que ele está cumprindo sua pena de acordo com as normas estabelecidas. Diddy foi condenado a 50 meses de prisão por transportar pessoas entre estados com o objetivo de prostituição, com previsão de libertação para 21 de janeiro de 2028.
A transferência para uma área separada não é uma ocorrência inédita para Diddy, que já havia sido retirado da convivência com outros detentos em julho, após se envolver em uma briga. A nova mudança de setor ocorre em meio à crescente repercussão das denúncias sobre privilégios, que ainda não foram confirmadas individualmente pelas autoridades penitenciárias.
Fonte: alfinetei.com.br
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