
O filme “Juliana contra o Jambeiro do Diabo pelo coração de João Batista”, dirigido pelo cineasta paraense Roger Elarrat, foi selecionado para a Mostra Competitiva de Longas-Metragens do 17º Cinefantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico. A estreia mundial oficial está agendada para o dia 2 de setembro, com exibição às 17h20 no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. O festival recebeu um total de 1.569 filmes de 64 países, destacando a relevância desta edição no cenário do cinema de gênero brasileiro.
A sessão de estreia terá entrada gratuita e contará com projeção em cinema digital DCP 2K, som 5.1 e classificação indicativa de 14 anos. O diretor Roger Elarrat e os atores Guto Galvão, Milton Aires e Francisco Gaspar estarão presentes. Conforme destacado pela coordenação do festival, a seleção de uma produção ligada à Amazônia paraense destaca a importância das obras de fantasia, terror, ficção científica e gêneros híbridos na competição.
No longa-metragem, Elarrat mescla aventura, romance, suspense, terror e realismo fantástico, criando uma narrativa que se desenrola a partir de elementos culturais e naturais do Pará. A protagonista, Juliana, é uma cineasta documental que, ao ouvir a história de um homem cuja alma foi roubada pelo Diabo na infância, decide ajudá-lo em sua busca por um jambeiro amaldiçoado, que pode ser a chave para recuperar sua alma e sustentar seu amor.
Produzido pela Visagem Filmes, o filme é uma ampliação do curta-metragem homônimo de 2012, que foi exibido no Short Film Corner do Festival de Cannes. O novo roteiro, desenvolvido ao longo de oito anos, recebeu apoio do Fundo Setorial do Audiovisual e foi classificado em primeiro lugar no principal edital da Lei Paulo Gustavo no Pará. Com um elenco que inclui Carolina Oliveira e Guto Galvão, a nova versão preserva a essência fantástica da história, mas expande seus personagens e conflitos.
Guto Galvão, que interpreta João Batista, considera o papel um dos maiores desafios de sua carreira. “Voltar à Amazônia para contar um épico dessa magnitude é uma celebração das nossas lendas e da nossa riqueza cultural”, afirma. O longa-metragem envolve 44 locações, mais de 300 figurantes e utiliza efeitos práticos e miniaturas, destacando o talento de Roger Elarrat como um realizador que se reinventa a cada obra, mantendo uma voz profundamente amazônica.
Fonte: oliberal.com
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