
Roberta Miranda, aos 69 anos, revelou uma mudança significativa na sua forma de se relacionar com outras mulheres do meio artístico. A cantora expressou sua decepção ao não receber manifestações de solidariedade após compartilhar um dos episódios mais dolorosos de sua vida: a perda de um filho durante a gestação, decorrente de uma agressão. Segundo ela, a falta de apoio de colegas a levou a repensar sua postura em relação a defender outras artistas.
Em um desabafo, Roberta destacou que, após a revelação de sua experiência traumática, não recebeu qualquer mensagem de apoio de suas pares. “Vocês não veem uma pessoa só defendendo Roberta Miranda”, afirmou, enfatizando que a ausência de uma simples palavra de consolo foi uma profunda decepção para ela. “A partir deste momento não defenderei ninguém, não vou botar a minha cara para bater”, declarou, deixando claro que a falta de acolhimento a afetou profundamente.
A artista também dirigiu suas críticas às mulheres do sertanejo que considerava amigas, ressaltando que a ausência de solidariedade teve um peso ainda maior devido à sua luta pela participação feminina no gênero musical. “Veio como uma faca me cortando ao meio”, disse Roberta, que se sentiu traída por aquelas que sempre defendeu. A dor da perda e a falta de apoio mudaram sua forma de enxergar o meio artístico e as relações que mantém dentro dele.
O episódio doloroso já havia sido relatado por Roberta em uma entrevista ao programa Fantástico, onde ela compartilhou detalhes sobre a violência que enfrentou desde a adolescência. A cantora contou que, após deixar a casa da família devido a conflitos com seu pai, passou a trabalhar em uma boate, onde sofreu um estupro sob ameaça de arma. Durante uma nova agressão, ela perdeu o bebê ao ser agredida por um homem que a havia violentado anteriormente.
Roberta Miranda reforçou que a perda continua a ser uma fonte de dor em sua vida e que a falta de apoio de pessoas próximas a fez reavaliar suas relações no meio artístico. O relato da cantora não apenas destaca suas experiências pessoais, mas também levanta questões sobre a solidariedade entre mulheres na indústria musical.
Fonte: alfinetei.com.br
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