
A microssérie vertical “E se?”, criada e roteirizada por Ana Clara Paim e Angelo Maragno, tem sua estreia marcada para o dia 2 de novembro. Dividida em sete episódios de menos de três minutos, a trama segue Tereza, uma mulher que, ao encontrar o homem dos seus sonhos na porta de casa, se depara com ele de braços dados com sua melhor amiga. O projeto surgiu a partir de um roteiro escrito por Ana em 2021, e a parceria entre os dois criadores se concretizou rapidamente.
Angelo Maragno destaca a sintonia entre eles: “Sempre tivemos a vontade de criar algo juntos. Quando nos encontramos, a conexão foi imediata e, em dois dias, já estávamos gravando.” Ana complementa, revelando que o primeiro episódio foi estruturado para funcionar como um vídeo autônomo, com início, meio e fim. A série retrata uma única noite em São Paulo, onde os temas de desejo, lealdade e culpa se entrelaçam.
A exibição ocorrerá em formato vertical, com o lançamento de três episódios por semana, totalizando a conclusão na terceira semana. Ana explica que esse formato atende à demanda do público por conteúdos ágeis e de baixo custo, refletindo uma tendência crescente de consumo via celular. A direção de fotografia é de Angelo Maragno, enquanto a trilha sonora original é composta pelos músicos Evando Sampaio e Panda, de Goiânia, que buscam um olhar cinematográfico mesmo com orçamento limitado.
Os personagens da série, Tereza e Tadeu, não são divididos entre vilões e mocinhos, segundo os criadores, que abordam dilemas reais e complexos. Ana Clara Paim ressalta a repercussão positiva do primeiro episódio, que foi produzido sem diálogos, ampliando seu alcance internacional. “É interessante ver como o público se identifica com o que retratamos”, afirma Ana, ressaltando que a ausência de falas permitiu que o conteúdo ressoasse em várias culturas.
Com publicações programadas para as segundas, quartas e sextas-feiras, a microssérie aborda temas como rejeição, solidão e relacionamentos mediados pela tecnologia. Angelo Maragno menciona que a série toca em questões contemporâneas, como a frieza nas relações e a falta de atitude nas abordagens. Ana conclui, expressando a esperança de que a série inspire outros a contar suas próprias histórias e ressaltando que a rivalidade feminina será um tema a ser explorado na possível segunda temporada.
Fonte: oliberal.com
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