
Publicar um livro é apenas o primeiro passo na trajetória de um autor. O desafio seguinte envolve encontrar maneiras de levar a obra até os leitores. Neste sábado (25), Dia Nacional do Escritor, o paraense Pedro Corrêa comemora sua seleção para a Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026 e, paralelamente, lança uma campanha de financiamento coletivo para viabilizar sua participação no evento.
Autor do romance LGBT+ “Quando o Norte Ama”, lançado em 2023 pela Editora Flyve, Pedro foi convidado a integrar a programação da editora na feira literária. Para tornar essa participação possível, ele busca arrecadar R$ 4 mil que cobrirão passagens, hospedagem e outras despesas da viagem. A campanha, que oferece recompensas aos apoiadores, como exemplares autografados e contos inéditos, permanece aberta até o dia 31 de agosto e pode ser acessada através de seu perfil no Instagram, @eupehdro.
Natural de Belém e atualmente residindo em São Luís para estudar, Pedro destaca que a oportunidade de participar da Bienal representa mais que um evento; é uma chance de apresentar uma narrativa rica em experiências e vivências da Amazônia. Ele menciona que os altos custos das passagens aéreas são seu principal obstáculo, enquanto a hospedagem pode ser solucionada com a ajuda de amigos. “A alimentação e o transporte serão custeados por mim”, explica.
No enredo de seu livro, o leitor acompanha Luan Ferreira, um jovem paraense que deixa sua cidade natal após ser finalista de um importante concurso literário. Durante o trajeto, um encontro inesperado no avião o aproxima de Felipe, um carioca, dando início a uma narrativa que explora diferentes formas de amor. Pedro ressalta que o romance busca trazer à tona personagens frequentemente negligenciados na literatura brasileira, afirmando que “narrativas que fogem do convencional” merecem ser contadas.
Com a participação na Bienal, Pedro espera ampliar a visibilidade da literatura do Norte do Brasil em um dos principais palcos do mercado editorial. Ele acredita que sua experiência pode inspirar outros autores independentes a persistirem na escrita e na publicação. “É possível ocupar espaços como bienais e grandes eventos literários”, conclui, reforçando a importância dessa representação. Este é o segundo romance de Pedro, que anteriormente lançou “Codinome Beija-Flor”, também viabilizado por financiamento coletivo.
Fonte: oliberal.com
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