Home Notícias Social Coberturas e Festas Ensaios Nosso WhatsApp

FAZER UMA BUSCA NO SITE

Utilize palavras chaves para sua busca

Novos olhares da fotografia paraense registram outras faces de Belém
NOTÍCIAS

Novos olhares da fotografia paraense registram outras faces de Belém

19/08/2026 2 min de leitura
Compartilhar

Patrocinado

Belém, com sua rica história e diversidade cultural, tem sido capturada por diferentes lentes ao longo dos anos. No entanto, uma nova geração de fotógrafos paraenses está emergindo, buscando formas inovadoras de narrar a cidade. Desde as periferias até os centros históricos, esses profissionais utilizam a fotografia para registrar não apenas lugares, mas também memórias e experiências. Neste contexto, o fotógrafo e arte-educador Matt Sousa discute, no Dia Mundial da Fotografia, como encontrou na fotografia uma maneira de contar histórias e se conectar com sua cidade natal.

Com apenas 14 anos, Matt Sousa começou a ver a fotografia como uma forma de superar as limitações impostas pela sociedade. Durante sua formação acadêmica, ele desenvolveu um olhar crítico sobre a maneira como a cidade era retratada, frequentemente sob a perspectiva da elite. “A fotografia pode ser um instrumento político e de resistência, e não apenas estético”, ressalta ele, destacando a importância de registrar a “história vista das margens” e as relações afetivas presentes nos territórios urbanos.

A prática de Matt enfatiza a potencialização do ato de fotografar através do compartilhamento, criando laços verdadeiros com as pessoas diante da câmera. Ele acredita que os lugares se tornam, assim, espaços de convivência e troca, e não meros cenários. Contudo, a falta de acessibilidade em Belém impacta sua relação com a cidade, uma vez que o fotógrafo, que possui deficiência, busca retratar os desafios enfrentados por pessoas em situações semelhantes.

Além de registrar afetos e relações, Matt também questiona as representações históricas da Amazônia, ampliando a visibilidade de personagens que foram marginalizados em narrativas anteriores. Ele menciona outros fotógrafos contemporâneos, como Nay Jinknss e Lu da Silva, ressaltando a relevância das novas metodologias encontradas por essa geração.

Outra voz importante nesse contexto é a fotógrafa e estudante de jornalismo Amarílis Marisa, que, nascida na Terra Firme, também utiliza a fotografia para explorar sua relação com os territórios. Em sua trajetória, Amarílis descobriu a fotografia após uma formação e, desde então, passou a registrar o cotidiano, buscando construir narrativas que revelam a complexidade das periferias. “Quero mostrar as coisas boas que existem aqui, desafiando a visão que associa esses lugares apenas à criminalidade”, afirma.

Atualmente atuando no fotojornalismo e na fotografia artística, Amarílis capta gestos, manifestações culturais e a vida nas ruas de Belém. Ao fazê-lo, ela revela novas relações com a cidade e observa mudanças significativas em suas paisagens. “Belém passou a ser, para mim, uma cidade de muitas camadas”, conclui, evidenciando como o exercício de fotografar transformou sua percepção sobre os espaços urbanos e suas dinâmicas.

Fonte: oliberal.com

Compartilhe este conteúdo:

Últimas do Canal

A beleza bragantina e Cavalgada tradição
1

A beleza bragantina e Cavalgada tradição

A raiz das cavalgadas - Cavalgada chama na Bota
2

A raiz das cavalgadas - Cavalgada chama na Bota

Cavalgada, Piseiro da Segura peão no interior do Pará
3

Cavalgada, Piseiro da Segura peão no interior do Pará

Mari Fernandes em Peixe-Boi e bjo no palco
4

Mari Fernandes em Peixe-Boi e bjo no palco

Ele me ofuscou kkkkk
5

Ele me ofuscou kkkkk

LEO SANTANA NO INTERIOR DO PARÁ
6

LEO SANTANA NO INTERIOR DO PARÁ

Você também vai gostar

Oportunidade de negócio

Quer anunciar no
Fest Pará?

Alcance milhares de leitores de Pará e região. Fale com nossa equipe comercial e monte a estratégia ideal para o seu negócio.

Falar com a equipe comercial