
Um filme marcante tem o poder de tocar profundamente as pessoas, proporcionando momentos de diversão e reflexão que permanecem na memória para sempre. Assim é o amor entre filhos e pais, especialmente quando a arte, em particular o cinema, faz parte dessa relação e mistura lembranças duradouras e gratidão. Esse é o caso de Marco Antonio Moreira, 62 anos, Leandro Moreira, 38, e Gustavo Moreira, 34, que compartilham uma forte conexão com seu pai e avô, Alexandrino Moreira.
Alexandrino Moreira, um mineiro que deixou um legado significativo para a cidade de Belém, foi responsável pela criação de sete salas de projeção e uma locadora de filmes. Recentemente, ele foi homenageado pelo Governo do Estado com a inauguração de um cinema que leva seu nome na Casa da Artes, sob a administração da Fundação Cultural do Pará. Neste novo espaço, seus filhos e netos celebram a trajetória de um homem que se destacou no cenário cinematográfico local.
Nascido em Itaúna, Minas Gerais, no início da década de 1930, Alexandrino chegou a Belém em 1957, inicialmente com a intenção de permanecer por pouco tempo. Contudo, sua paixão pela cidade o levou a estabelecer sua carreira profissional na área bancária, embora sua verdadeira vocação emergisse na cinematografia. Ao longo dos anos, ele se tornou um nome respeitado, inaugurando os Cinemas 1 e 2 em 1978 e, posteriormente, o Cinema 3 em 1987, além da Locadora Cinema 4 em 1991.
Alexandrino sempre teve um profundo amor pela Sétima Arte, sonhando em ter sua própria sala de cinema desde jovem. Sua trajetória no cinema começou a ganhar força com o movimento cineclubista de Belém, onde cultivou amizades com figuras influentes da época. Ele acreditava que o cinema era uma forma de arte reflexiva e entretenimento, apreciando tanto clássicos norte-americanos quanto obras de diretores internacionais. Marco Antonio, seu filho, herdou essa paixão e hoje leciona no curso de Cinema e Audiovisual da UFPA, além de presidir a Associação de Críticos de Cinema do Pará.
Leandro Moreira, jornalista e filho de Marco Antonio, expressa sua visão sobre o cinema como um vínculo emocional que permeia suas vidas desde o início. “O cinema é como se fosse um grande laço, metaforicamente falando”, afirma. Esse laço familiar e artístico continua a ser um pilar fundamental nas vidas dos Moreira, perpetuando a memória e a paixão de Alexandrino por meio das novas gerações.
Fonte: oliberal.com
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