
A influenciadora Viih Tube perdeu acesso a três de suas principais redes sociais em um intervalo de menos de 24 horas. Na última sexta-feira, 3, suas contas no TikTok e no YouTube foram desativadas, um dia após a suspensão de sua conta no Instagram, onde conta com mais de 32 milhões de seguidores. Até o presente momento, não houve uma explicação oficial sobre as razões que levaram à exclusão dos perfis.
A saída das redes sociais acontece em um contexto de forte repercussão negativa em relação ao reality show As Patroas, produzido por Viih Tube em colaboração com seu marido, Eliezer. Antes de perder o acesso ao Instagram, a influenciadora havia publicado um vídeo defendendo o programa e enfatizando que seu objetivo era promover um debate sobre a escala de trabalho 6×1, tema com o qual ela se diz discordar.
O reality, que estreou na última terça-feira, 30, é exibido nas terças e sábados e envolve funcionários que trabalham na residência do casal em desafios por prêmios em dinheiro e benefícios, como a possibilidade de entrar uma hora mais tarde no trabalho. Um dos desafios mais polêmicos consistia na busca de moedas escondidas em locais inusitados, como a piscina, o lixo e o vaso sanitário, o que gerou críticas.
De acordo com Viih Tube, funcionários que optarem por não participar das dinâmicas serão eliminados do programa. As provas oferecem prêmios em dinheiro que variam de R$ 1 mil a R$ 3 mil, além de pontos que determinarão quem levará o prêmio final de R$ 20 mil, acumulado ao longo da competição. A repercussão negativa da atração fez com que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) se manifestasse, alertando que expor trabalhadores a situações humilhantes pode configurar assédio moral.
Em resposta ao ocorrido, o Ministério Público do Trabalho (MPT) informou ao Estadão que tomou conhecimento da atividade de Viih Tube através da imprensa e está apurando os fatos. A influenciadora também alegou que as cenas do programa são roteirizadas e que um episódio futuro, que aborda a crítica à proposta, foi antecipado devido à repercussão negativa. Por outro lado, a governanta da família, identificada como Leinha, defendeu a voluntariedade da participação dos funcionários, e Eliezer expressou surpresa com a polêmica, mas avaliou positivamente que o tema tenha ganhado destaque.
Fonte: oliberal.com
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