
O estado do Pará homenageou o cantor e compositor Tonny Brasil no dia 2 de junho de 2026, dois anos após seu falecimento. A obra do artista, que é um ícone da música paraense, foi oficialmente reconhecida como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado. A sanção da lei que formaliza essa homenagem foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado do Pará, assinada pela governadora Hana Ghassan Tuma. O projeto, de autoria do deputado estadual Elias Santiago, foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).
Tonny Brasil, conhecido como o “pai do tecnobrega”, deixou um legado musical significativo, com cerca de 2 mil composições, das quais 700 foram gravadas por renomados artistas como a Banda Calypso e Gaby Amarantos. A Lei nº 11.461, sancionada em 29 de maio de 2026, estabelece que “fica declarado como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Pará a obra musical do artista paraense Tonny Brasil”, conforme o artigo 286 da Constituição do Estado do Pará. A celebração desse reconhecimento foi amplamente apoiada por artistas da cena musical local.
O cantor Beny Pérola Negra expressou sua gratidão e admiração por Tonny Brasil, destacando a importância do artista em sua carreira e na arte paraense. “Essa homenagem é merecida. Obrigado, Tony Brasil, por existir; minha vida te agradece”, afirmou Beny. Tonny Brasil faleceu aos 57 anos, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em abril de 2024. Vários artistas lamentaram sua morte, incluindo Edilson Morenno e Valéria Paiva, lembrando sua humildade e talento como compositor.
O filho de Tonny, Jimmy Góes, também se manifestou sobre o reconhecimento da obra do pai, afirmando que isso é uma das muitas homenagens que ele merece. Jimmy ressaltou que, devido à importância do trabalho de Tonny, a sua obra ser considerada patrimônio cultural é um reflexo do impacto que ele teve na música paraense. “A cultura amazônica é muito abrangente, mas em Belém, é comum ouvir alguma composição dele”, comentou.
Dentre os sucessos de Tonny Brasil, destacam-se músicas como “Oração”, “A Primeira Vez” e “Leviana”. Jimmy mencionou que a obra do pai continua viva na memória e na experiência dos paraenses, sendo frequentemente relembrada em festas e eventos. O legado de Tonny Brasil, com sua fusão de ritmos como o brega-calipso e o zouk, permanece presente na cultura musical da região, consolidando sua importância na história da música no Pará.
Fonte: oliberal.com
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